sexta-feira, 13 de junho de 2014
terça-feira, 10 de junho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Dia da Libertação (do fisco)
As notícias lançam os números, mas devemos ser criteriosos naquilo que sai na comunicação social; por exemplo, em 2010, houve quem alvitrou que o cálculo para obter o Dia da Libertação dos Impostos foi propositadamente mal feito com o intuito de favorecer o governo da altura.
Eu compreendo o conceito desta libertação, em resumo: é a data simbólica em que os portugueses cessam de pagar impostos, para auferir o seu rendimento líquido. O cálculo do DLI é o rácio entre o total das receitas do governo que advêm de impostos, taxas ou contribuições, em contraste com rendimento nacional líquido nominal.
Podemos observar os dados de 2014 para toda a Europa. Não deixa de ser surpreendente que os cidadãos alemães, franceses, belgas, ou suecos permaneçam mais tempo "enclausurados" a pagar impostos do que os portugueses. O dia da libertação na Alemanha é o 11 de Julho, na França 28 de Julho, e na Bélgica 6 de Agosto. Portugal tem o seu ponto de equilíbrio a 6 de Junho.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Hobbes e Tribunal Constitucional
Uma das criticas que se pode fazer a Thomas Hobbes é se todos devem obediência à figura do soberano; o soberano, por sua vez, deve obedecer a quem? A teoria contratualista já evoluiu suficientemente para responder a esta questão, por isto, fico um pouco perplexo com as criticas ao Tribunal Constitucional.
Parece-me uma evidência que o TC é um mecanismo de controlo dos governos. Estes devem obedecer a uma lei fundamental. É certo que podemos teorizar se o papel do TC deve ser mais brando, ou mais incisivo, mas ninguém deve questionar a sua intervenção. A mesma é objectivamente necessária.
Num outro prisma, lanço a questão: o papel do TC deve servir como arma de arremesso política? Julgo que não, e aqui a crítica é dirigida àqueles que usam o TC para atacar a legitimidade do governo. A critica consubstancia-se no facto de o TC tomar decisões de raiz legal. Se o TC declara uma medida inconstitucional, o governo recua na mesma. Este é o processo normal: não deve servir para mais um rol de ataques político-partidários.
De um lado está o TC, o prisma da lei; do outro estão os partidos, o patamar da política. Acho que os partidos fazem um grande charivari em torno deste assunto sem qualquer ponta que se lhe pegue. São águas distintas, e assim devem permanecer.
Ao fazermos do TC um assunto de política partidária estamos a minorizar o seu papel fundamental: a fiscalização. Com este tipo de debate inconsequente, podemos vir a chegar a um ponto em que o TC é uma instituição similar à do presidente da República, um quase-semi-nada, uma instituição tosca e subordinada aos acontecimentos.
Ao fazermos do TC um assunto de política partidária estamos a minorizar o seu papel fundamental: a fiscalização. Com este tipo de debate inconsequente, podemos vir a chegar a um ponto em que o TC é uma instituição similar à do presidente da República, um quase-semi-nada, uma instituição tosca e subordinada aos acontecimentos.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Pobreza e Exclusão Social
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| Gráfico 1 |
O Eurostat dá hoje destaque aos indicadores da pobreza e exclusão social. Os números são desanimadores, em 2012 a Europa (EU28) preocupada com saldos orçamentais tinha mais de 124 milhões de pobres, isto representa mais de um quinto da população europeia: 24,8%.
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| Tabela 1. |
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| Gráfico 2. |
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| Gráfico 3. |
Taxas de juro: periferia
O país está em stress orçamental a que chamamos comummente de austeridade. Poderíamos pensar que com esta e as razoáveis avaliações da troika os índices de confiança nas economias da periferia, incluindo a portuguesa, melhorassem. Este gráfico mostra o contrário, evidencia até um abismo.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Balança Comercial
Poderia supor-se que a crise faria recuar as importações e recrudescer as exportações, isto devido, à contracção do consumo interno. O que parece intuitivo não se está a verificar. Se compararmos o crescimento das exportações nos meses de Janeiro-Fevereiro, 2013-2014, constatamos que a balança comercial ficou mais desequilibrada. Nos primeiros dois meses de 2014, as exportações aumentaram 7.8 bn (euros), porém, as importações cresceram um pouco mais: 9.6 bn (euros). Isto resultou num recuo de 1.8% no saldo comercial português. Em suma, a crise pode ter o mesmo efeito no país daquele que tem nos portugueses.
Desemprego - Abril 2014
Os números do desemprego estão a diminuir face a 2013. Só em Portugal, no período homólogo, houve uma diminuição do número de desempregados na ordem das 147 mil pessoas. Enquanto, em Abril de 2013, tínhamos 900 mil desempregados; no mesmo período, de 2014, este número desceu para 753 mil.
A percentagem actual de desempregados, no nosso país, ronda os 14,6%, uma descida de 2,7 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2013. Os números não são conclusivos, os efeitos da época alta e emigração podem afectar estes resultados. Uma nota importante: a taxa de emprego, em Portugal, está em queda livre desde 2002 até, pelo menos, 2013. Tínhamos uma taxa de emprego na ordem dos 74,1% em 2002, enquanto em 2013 os números de emprego rondavam os 65,6%. Não deixa de ser surpreendente que os únicos países que mantiveram esta taxa crescente desde 2002 foram Chipre e Alemanha.
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