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| Gráfico 1 |
O Eurostat dá hoje destaque aos
indicadores da pobreza e exclusão social. Os números são desanimadores, em 2012 a Europa (EU28) preocupada com saldos orçamentais tinha mais de 124 milhões de pobres, isto representa mais de um quinto da população europeia: 24,8%.
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| Tabela 1. |
A pobreza ou exclusão social podem ser mensuráveis. Temos três indicadores principais: o limiar da pobreza (AROPE - acrónimo inglês); privação material severa; e uma medida que se fundamenta nos rendimentos do agregado familiar (tradução minha: at-risk-of-poverty, material deprivation e persons living in households with low work intensity). Estes indicadores têm em conta famílias mono-parentais, e funcionam com robustez, isto é, basta uma pessoa ser afectada por um destes para ser incluída no patamar de risco de pobreza ou exclusão social. O AROPE é um indicador monetário - 60% da mediana do rendimento disponível nacional. A privação material inclui aquelas pessoas que podem estar em privação devido a dívidas à banca, pois contempla a "inabilidade para auferir bens considerados necessários a uma vida condigna", o último indicador - o do agregado - é um rácio entre o número de meses de trabalho de todos os membros do agregado e número total de meses de trabalho possível no período de um ano para todos os membros.
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| Gráfico 2. |
Portugal apresenta um número avassalador de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, mais de um quarto da população está em risco: 25,3% (2012). Estamos em 2014, é muito plausível que as condições de vida pioraram devido à austeridade. A tabela 1. dá esta indicação, mas o gráfico 2. mostra-nos as despesas financeiras como a principal causa que empurra muitos cidadãos para a situação de risco de pobreza, o desemprego (gráfico 3. e 4.) é provavelmente a segunda causa mais relevante de exclusão social e miséria.
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| Gráfico 3. |
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| Gráfico 4. |