quarta-feira, 4 de junho de 2014

Pobreza e Exclusão Social


Gráfico 1



O Eurostat dá hoje destaque aos indicadores da pobreza e exclusão social. Os números são desanimadores, em 2012 a Europa (EU28) preocupada com saldos orçamentais tinha mais de 124 milhões de pobres, isto representa mais de um quinto da população europeia: 24,8%. 

Tabela 1.
A pobreza ou exclusão social podem ser mensuráveis. Temos três indicadores principais: o limiar da pobreza (AROPE - acrónimo inglês); privação material severa; e uma medida que se fundamenta nos rendimentos do agregado familiar (tradução minha: at-risk-of-poverty, material deprivation e persons living in households with low work intensity). Estes indicadores têm em conta famílias mono-parentais, e funcionam com robustez, isto é, basta uma pessoa ser afectada por um destes para ser incluída no patamar de risco de pobreza ou exclusão social. O AROPE é um indicador monetário - 60% da mediana do rendimento disponível nacional. A privação material inclui aquelas pessoas que podem estar em privação devido a dívidas à banca, pois contempla a "inabilidade para auferir bens considerados necessários a uma vida condigna", o último indicador - o do agregado - é um rácio entre o número de meses de trabalho de todos os membros do agregado e número total de meses de trabalho possível no período de um ano para todos os membros. 

Gráfico 2.

Portugal apresenta um número avassalador de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, mais de um quarto da população está em risco: 25,3% (2012). Estamos em 2014, é muito plausível que as condições de vida pioraram devido à austeridade. A tabela 1. dá esta indicação, mas o gráfico 2. mostra-nos as despesas financeiras como a principal causa que empurra muitos cidadãos para a situação de risco de pobreza, o desemprego (gráfico 3. e 4.) é provavelmente a segunda causa mais relevante de exclusão social e miséria. 





Gráfico 3.


Gráfico 4.